Olhar de lobo solitário, agressividade de um leopardo atrás da sobrevivência mas com a coragem de um alpinista ao enfrentar o mais temido monte, acaba apenas eu como exemplo de como se ter vida e viver por sete delas. Paciência de um monge e sapiência de um leão ao saber a hora certa de atacar, com a compreensão de um sábio ao saber escutar e dali ter o poder de decisão quanto o melhor centroavante que existe. Saber aproveitar todo lado bom mesmo que a fruta já estiver com grande parte contaminada e tirar dali uma nova semente para que nasça outra vez, agora com tudo que há de mais puro, saber buscar princípios, essência do que se julga superficial e já esperado do que se possa e vá fazer. Inesperado como toda parada que parecia fácil um dia e no outro não deu certo, porém, que a gente não espere nada e assim surpreenda-se, percebendo assim como que seu coração pode pular de alegria mesmo que ele dê a entender que vai pular fora de teu peito. Que o instrumento de pesca de cada pescador não é apenas a vara com sua linha nailon, mas que é a paciência de saber que sua melhor pescaria chegará na melhor hora. Com o conhecimento do plantador do sertão, sabedor de que só irás colher aquilo que plantara, tendo a fé usada, ao regar todo dia o que queres colher. Com a sede de vida, daqueles que queriam viver mas já partiram e não daqueles que vivem com sede de morrer pensando as coisas que são de essência são apenas coadjuvantes. Com a humildade de um senhor catador de latinha que vira a silenciosa madrugada atrás apenas do próximo café da manhã ao amanhecer. Intenso como um soco de um lutador em seu oponente no ringue. Com o amor de um homem, que por todos nós, pecadores, morreu em uma cruz depois tanto que foi sacrificado.
Morremos em corpo, vivemos em alma.
Jonnie Henrique
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